segunda-feira, 30 de julho de 2018

AFINAL QUEM ESPECULA???

VAMOS LÁ TIRAR DÚVIDAS

Acabo de ouvir o comentário de Marques Mendes na SIC que me dá uma ajuda.

Questionado sobre o caso de Ricardo Robles começa por afirmar que «não cometeu nenhuma ilegalidade», terminando por compara-lo a Ricardo Salgado.

A verdade é que até ao momento ninguém apontou qualquer irregularidade a Ricardo Robles e o seu caso dentro de 10 dias deixará de ser notícia.

Quanto a Ricardo Salgado só conheço o próprio a fazer tal afirmação e o seu caso continuará a ser falado por mais 10 anos.

Se dúvidas pudesse ter quanto aos «verdadeiros especuladores» fiquei por demais esclarecido, melhor, estarrecido.




domingo, 29 de julho de 2018

AFINAL QUEM É QUE ESPECULA???


Os verdadeiros especuladores


A compra de um prédio em Alfama, a recuperação, a colocação e a retirada do mesmo da venda, foram objeto de notícias continuas e destacadas nas televisões, com honras de 1ªs. páginas nos jornais ao longo de toda a semana que passou.

Motivo?  O investidor creio ser dirigente do Bloco de Esquerda!

Um sem número de comentadores - sempre à espreita de uma oportunidade para exacerbar ânimos e formatar opiniões - acusam o jovem investidor de adotar uma prática especulativa contrária ao seu discurso politico.

Acontece que os verdadeiros especuladores foram as televisões e os jornais que não vislumbraram acontecimento mais importante que o citado negócio e colocaram em campo um batalhão de comentadores.

A construção de um discurso ideológico que omitiu e menosprezou uma série de factos distorceu por completo todo o processo.

Vejamos:
  • ·      A compra teve lugar em 2014, ano de muita oferta de imóveis e pouca procura. Um ligeiro pormenor, um café num terraço na baixa custava, então, 0,60 cent., hoje cobram 2,5€;
  • ·      O processo negocial foi desenvolvido com os inquilinos de forma exemplar;
  • ·      A renda mensal de 170€ para o inquilino que optou não sair excedeu todas as expectativas.

Atrevo-me a dizer que os comentadores prestariam um melhor serviço á sociedade se lhe seguissem o exemplo.

Sou contra ideologias, nunca votei no Bloco de Esquerda, nem penso votar, o que não me impede de manifestar o meu apreço á forma corajosa como Catarina Martins defendeu o seu camarada dos ataques de "imaculados" defensores da uma moral indesejável.

sábado, 9 de junho de 2018

FÉRIAS NA COSTA DA CAPARICA


O seu apartamento de Férias no centro da Costa da Caparica a dois passos da praia, a 15Km. de Lisboa, ao encontro de 16Km. de praias com areias finas e douradas banhadas pelo Atlantico Quer seja verão ou inverno o Sol da Caparica, as praias, o fosforo, o iodo, o seu imenso paredão com todo o tipo de apoios, o comboio de carruagens abertas que percorre entre as dunas 10 Km, de praia, a animação rivalizam com Algarve e com todo o sul de Espanha. 
https://www.airbnb.pt/rooms/24953827?location=Costa%20da%20Caparica&adults=4&children=3&home_collection=1&s=_pKOjL4E&guests=7

domingo, 20 de maio de 2018

Não Afrontem - REFERENDEM


Creio que os partidos não colocaram a Eutanásia nos seus programas eleitorais, pelo que a Assembleia da República não tem credibilidade para decidir sobre esta matéria.
Os mentores da iniciativa nada sabem sobre a vida, menos ainda sobre a morte, nunca a viram.
Fingem ignorar casos da vida real.

Recentemente foi noticiado a situação de um jovem que acordou na véspera de ser executado, ver: http://a.msn.com/01/pt-pt/AAwTWJd?ocid=se.


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terça-feira, 10 de abril de 2018

EUTANÁSIA - Sentença de Morte


Prós e Contras - 09.04.18
Eutanásia - Chegou a altura da decisão

Cada dia fico mais perplexo com as leis aprovadas e mesmo com as que preparam para a Assembleia da República.

Com uma postura "angelical" preparam uma lei que me condenaria à morte caso estivesse em vigor à data em que um colégio de especialistas concluiu nada poderem fazer para me salvar.

Uma tuberculose galopante obrigou-me a internamento  no Sanatório Rodrigues Semide no Porto.

Lúcido, senti a morte apoderar-se de todo o meu ser perdendo gradualmente toda a ação, entrando em coma.

Sem qualquer reação aos tratamentos meu pai (médico) e o especialista que me assistia convocaram um reconhecido tisiologista a fim de analisarem toda a situação. 

Concluíram que tudo tinha sido feito e que nada mais havia a fazer para me salvar.

Então, os especialistas sugeriram ao meu pai que melhor seria levar-me para casa, onde teria uma morte mais descansada. 
Meu pai limitou-se a responder: 
- Morte descansada tem ele aqui, se o tiro da cama e o ponho numa maca mato-o.

Ali fiquei, com soro, transfusão de sangue e oxigénio.
Acharam melhor suspender toda a restante medicação que só me poderia dar sofrimento.
Inexplicavelmente, decorridos alguns dias, comecei a dar sinais de vida. Um mês depois já andava… mais um ano para uma vida quase normal. 
 A partir dai tive seis filhos e dezasseis neto, vou a caminho dos 80, todos de boa saúde.

Os pormenores podem ser lidos em: 

https://pugadassis.blogspot.pt/2017/06/memorias-de-um-sobrevivente-casos-da.html

Com outro acompanhamento, médico e familiar, a lei que a todo custo pretendem ver aprovada tinha-me condenado a uma morte real, impedindo as gerações presentes e futuras de ver a luz do dia.
O facto de nenhum partido político abordar nos seus programas eleitorais este assunto, tão importante e delicado, não dando ao cidadão hipótese de escolha, o descrédito de  tantas Leis da Assembleia da República, espelha bem o processo traiçoeiro da iniciativa.
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Vem a propósito uma entrevista ao Semanário Sol, da semana passada, do Dr. João Queiroz de Melo - Prémio Nacional de Saúde, Cirurgião que chefiou o 1º. transplante Cardíaco nos nossos Hospitais em que refere:
«……. houve alguns casos de pessoas com fé que sobreviveram e não consigo perceber como. Há um caso ……. Inacreditável. Foi uma pessoa que deu provas de fé e que estava condenada face ao conhecimento médico e hoje está viva.»

domingo, 18 de junho de 2017

MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE - O amanhacer de um novo dia - IV - casos da vida real



Pintura de fotos 
Engª.Virginia Moura e Arqº.Lobão Vital

IV
O AMANHECER DE UM NOVO DIA
Acordou sereno, com menos dores, a luz da manhã a querer romper-lhe as pálpebras, a querer mover-se, com vontade de falar com a Mãe, sempre ali ao seu lado, de a animar, dizer-lhe que tinha descansado!
Sempre que o médico entrava pressentia-o aos pés da cama.
Naquela manhã divisava-lhe vagamente os contornos em contraluz. A luminosidade da janela, mesmo à sua frente, embora atenuada por uma frondosa árvore, continuava a impedi-lo de abrir os olhos
Sentiu necessidade de chamar o médico. Lá conseguiu esboçar um pequeno aceno com o dedo indicador.
Não queria acreditar no que se estava a passar. Era a silhueta do médico, o movimento do dedo indicador, a vontade imensa de falar, de saber o que lhe tinham dado para finalmente descansar.
Teve de insistir no chamamento, o médico acabou por reparar, venceu uma certa resistência e lá se aproximou:
Também o médico estava cada vez mais perplexo:
-Então o que é que te deu? Sabes que esta noite, não deixaste ninguém descansar nesta casa?
O Luis ouviu incrédulo. Não era possível! Dormira tão bem!  
Só não conseguia articular uma palavra.
O médico apercebeu-se da dificuldade e continuou, para lhe dar tempo:
-Arrancaste todos os tubos, querias levantar-te, ir embora, foi um pavor, ninguém te conseguia segurar, ninguém teve descanso.
A Mãe, ali sentada, só dizia:
-Assustaste-nos tanto, filho.
Nunca tivera uma noite assim!
A excitação, a violência e o completo descontrolo do Zito representaram para ela a agonia de um moribundo.
Quando finalmente se imobilizou, foi o estertor final, o exalar do último suspiro.
Também nunca tivera uma manhã tão inesperada!
Ali estava o Zito a reconhecer tudo á sua volta, a mover-se e a querer falar. Não lhe escapou a alegria dos companheiros de doença que invadiram a janela do quarto e não escondiam a surpresa em contemplar um “ressuscitado”!
O Luís passara a noite suspenso na linha que o separa da eternidade; interrompeu no limite uma viagem sem regresso.
Sentia agora o ar invadir-lhe os pulmões e dilatar-lhe o peito, começava a respirar o ar que Deus lhe deu, á mistura com o tubo de oxigénio.
Retomou a fala. A muito custo colocou a sua pergunta ao médico:
-O que me deram para descansar?
O médico atónito:
-Descansar?! Já te disse que aqui ninguém descansou, nem mesmo tu!
Recomeçou a viver.
Já podia voltar-se e deitar-se de lado, as chagas das costas e das nádegas passaram a dar-lhe mais sossego.
Participava nas conversas com os pais, o irmão, com os companheiros de doença e com os amigos que o visitavam.
Todos lhe faziam a melhor companhia.
À refeição nada lhe despertava mais o apetite que um bom copo de vinho branco.
Ganhara novos amigos:
Destacava-se  o Arqº. Lobão Vital, internado sobe prisão e vigiado pela PIDE, foi das melhores companhias e deixou-lhe a melhor recordação. 
De uma serenidade que transmitia paz, uma cultura superior que muito me ajudou nas opções de leitura, um firme defensor dos " Direitos do Homem"  e dotado do mais elevado sentido do humano.
O Luís logo que começou a levantar-se e a fazer pequenos percursos passou a visitar os companheiros acamados.
Entre eles destacava-se o Bélinho que há anos sofria de artrite crónica incurável encontrando-se numa situação de dependência total.
Era ainda jovem. Impressionava muito ver que as suas pernas e os seus braços mais pareciam raízes de oliveira de tão retorcidos, agarrados a um tronco bem constituído.
O sofrimento dominava aquele homem noite e dia. Apesar disso, mantinha um sorriso permanente, enigmático, sofredor, assim como a ironia duma revolta incontida.
Ao entrar naquele quarto não sabia que dizer. Tudo lhe soava a ridículo: «Está bom?»; «Está melhor?»; «Como vai isso?».
Nada fazia sentido, até porque o Bélinho desejava a morte.
 Optou por uma vaga saudação:
-VIVA!
Não para o contrariar na sua vontade…também não faria sentido desejar-lhe o contrário…
Agora entendia melhor a dificuldade de muitas das visitas que recebia e que ali ficavam, a olhar sem saberem que dizer.
Mas o Bélinho era muito diferente de tudo que conhecia.  Contava anedotas picantes e gostava ainda mais de as ouvir. Perdia-se com a retórica do Amadeu que sem dó nem piedade fazia humor da sua enfermidade, das deformações dos braços e das pernas. O Bélinho ria desalmadamente, de forma desesperada, ao ponto de ficar todo encarnado, com os olhos esbugalhados, chorava de tanto rir, babava-se, excitado dizia tudo quanto lhe vinha á cabeça… um bando de palavrões.
Quando finalmente se acalmava precisava que lhe limpassem as lágrimas e a baba e o suor.
O Amadeu também se encontrava ali internado. Era um jovem genial. Revelou-se como: radialista, autor, compositor, declamador e ator.
Amigo pessoal do mestre António Pedro fundou com ele o Teatro Experimental do Porto, foi o seu braço direito, ajudou muitos atores, empurrando-os para o palco e cantores, escrevendo-lhes as letras das canções.
A única coisa que o Bélinho ainda conseguia fazer, a muito custo e com sacrifício, era fumar um cigarro. A palma da mão, dobrada de tal forma para baixo, quase encostava ao braço e os dedos retorcidos no sentido das costas da mão lá fixavam, com grande dificuldade, o cigarro.
Não conseguia evitar que a cinza caísse no peito, queimava-o mas não reagia. Era uma dor menor relativamente ao tormento que nenhum analgésico atenuava.
Para o Luís sobreviver foi a magia de um novo amanhecer, o encanto da descoberta do chilrear dos passarinhos, da beleza dum malmequer, saborear um pão de trigo, acabado de cozer e recheado de mel; adivinhar o que causa alegria aos que nos rodeiam e evitar o que os entristeça; cumprimentar quem passa e fazer desse mesmo “o próximo”, sem sentimentalismos, quer dizer, não permitir que o nosso amor ao próximo se esvazie ao menor receio… ou ao adivinhar interesses pessoais ameaçados.
Nunca entendeu como podia alguém desejar a morte? Talvez porque nunca experimentou o sofrimento e a falta de esperança do Bélinho.
Outra coisa será viver com espírito fraterno, optar pelo caminho que mais agrada a Jesus, como forma de estar preparado para, a qualquer instante, partir rumo à eternidade. Será esse o caminho da felicidade?
O seu médico assistente, o especialista convidado bem como o pai do Luís nunca entenderam a sua recuperação. Também não o consideravam livre de perigo.
O descanso após as refeições passou a ser feito numa espaçosa e aprazível varanda refastelado numa cómoda espreguiçadeira, onde dava cor a fotografias a preto e branco.
Os exames radiológico continuavam a revelar sérios problemas nos brônquios e pulmões. Tudo apontava para a necessidade de intervenção cirúrgica. Consistia a mesma em remover duas a três costelas numa primeira fase e depois desta intervenção se encontrar consolidada, haveria que remover mais duas ou três costelas para que o pulmão ficasse devidamente acomodado.
Disto resultaria um ombro mais alto que o outro.
O médico assistente deu-lhe conta de toda a situação. 
A resposta do Luís não se fez esperar:
- Quanto mais depressa for operado melhor.
Hesitante estava o médico. O rapaz era muito novo para ficar assim deformado e decidiu:
- Vamos esperar um mês e no final avalia-mos de novo a situação.
Decorrido o mês a recuperação foi de tal forma que dispensou qualquer intervenção cirúrgica.
Para espanto de todos o Luís começou a fazer uma vida praticamente normal .
Na sua terra natal já tinham mandado rezar uma missa pela sua alma!
Não queriam acreditar que o Zito estava vivo.


Vivo! só por milagre!






quarta-feira, 14 de junho de 2017

MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE - A hora da Verdade - III- casos da vida real


III
A HORA DA VERDADE
Tiveram o bom senso de manter todos os tubos ligados.
O sofrimento da Mãe ali sentada, dia e noite, ao lado da cama, sem dormir, sem parar de chorar, não conhecia limites.
Era o seu verdadeiro amparo, o seu anjo da guarda em carne e osso, transmitia-lhe paz, facilitava-lhe o pensamento, mantinha-o vivo.
«Tu não podes emocionar-te, se desatas a chorar, como os outros, apagas-te como um passarinho».
«Pensa bem. O especialista que concluiu pela tua morte ignora que tenhas ouvido tal sentença, de contrário não a teria proferido em voz alta».
«Todos ignoram que tu ouves, escutas e pensas. Estão todos se enganados».
«É Deus que está contigo e não vai abandonar-te».
«Deixa de ser incrédulo».
«Foi preciso ouvires a tua sentença de morte para despertares e para a pensares em Deus».
«Aprende, acredita e esforça-te para teres fé. O que tens a perder?
Só tens a ganhar se fores ao encontro daquilo que agrada a Jesus».
«Afinal, o que consideras como o pior que te aconteceu poderá reverter na melhor experiência da tua existência».
«Sempre te intrigou a resposta de Gandi, quando lhe perguntaram: O que é a verdade?
- A verdade é Deus, respondeu.
Ora se Deus é a verdade e a vida tens de começar por varrer do coração a mentira e também a animosidade para com os outros, os julgamentos e as condenações antecipadas que te atreves a proferir, a vaidade, a arrogância, a indiferença…todo o lixo em que tens vindo a tropeçar.
«Assim tenhas oportunidade para fazer uma tal limpeza que te facilite um novo olhar para o mundo e para o próximo, um novo ar para respirar».
« Cultiva uma nova dimensão espiritual. Empenha-te, trabalha e esforça-te como se tudo dependa de ti e confia como se tudo dependa da misericórdia de Deus e do seu perdão».
«Chegou também a hora de dares ouvidos á tua Mãe. Foi ela quem te disse:
- Quem rezar 1.000 “Santa Maria”, obtém a graça pedida.
Não tens outra saída. Tens de seguir em frente…acreditar e conseguir».
«Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte…»
«Pela primeira vez achava a oração curta, bonita e muito apropriada para o momento: …agora e na hora…  
Havia que deitar mãos à obra. Como controlar até mil?
Contar as dezenas pelos dedos das mãos e fixar cada dezena num dedo. Ao atingir o último dedo das mãos passar a centena para um dedo do pé e assim sucessivamente até atingir o último dedo dos pés, correspondente ao milhar.
……………………….
Terminou com a convicção de não ter errado uma única Santa Maria e também com o peso de só se lembrar de "Santa Barbara quando troveja".
Estava muito cansado, perdeu todas as energias, sentiu-se exausto.
Adormeceu profundamente.




A seguir:
IV

O AMANHECER DE UM NOVO DIA