terça-feira, 29 de novembro de 2016



PEQUENO TRABALHO PARA VELHO PALHAÇO
de
Mátei Visniec

Datas: 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de Dezembro 2016
Local: Casa das Artes – Rua Rúben A, nº 210, Porto.
Horários: sextas e sábados às 21h45 | domingos às 16h00

Sinopse:
Três palhaços velhos, que respondem a um pequeno anúncio de jornal, (talvez submetidos) a um casting derradeiro encontram-se para revisitar fragmentos das suas vidas, mas é a morte que paira sobre este universo circense que já não existe, que se dilui como o sabor açucarado de uma pastilha elástica nas bocas de espectadores aborrecidos…
É neste sentido que cada um vai recordando factos e trabalhos, com a permanente preocupação de mostrarem que ainda têm tanto ou mais talento que naqueles tempos dourados. Neste espaço de espera vão emergindo episódios dramáticos e humorísticos numa realidade absolutamente patética.

Ficha Artística | Técnica:
Autor | Matéi Visniec
Tradutor | Regina Guimarães
Desenho de Luz | Júlio Filipe
Encenação| Roberto Merino
Assistente de Encenação | Teresa Vieira
Interpretação     |  Fernando Soares
                                José Cruz
                                Mário Moutinho
                                Luís Ribeiro
                                Manuel Vieira
Operação de Luz e Som | Filipe Cardu
Classificação Etária: M/12



Produção: SEIVA TRUPE
Fotos: Seiva Trupe

terça-feira, 22 de novembro de 2016

CASA DAS ARTES - PORTO - "Pequeno Trabalho Para Velho Palhaço"



"PEQUENO TRABALHO PARA VELHO PALHAÇO ",
de Matéi Visniec (M/12)
Em ensaios

- Casa das Artes | Porto -



"A simplicidade da linguagem é crucial para o entendimento do texto de Visniec, criando um contraste entre a simplicidade da escrita e a complexidade das ideias. As imagens são imediatas e directas pela sua simplicidade, instantaneamente captadas e visualizadas, permitindo que o espectador seja, inicialmente atingido pelas imagens e posteriormente, lentamente pela mensagem (...) Visniec conseguiu isto através de uma notável mistura de franqueza e ambiguidade. As personagens falam de uma forma simples e directa sobre os acontecimentos diárias das suas vidas, sem nunca procederem a uma auto-reflexão e psicanálise (...)" - Sharon E. Gerstenberger (tradutor)


Texto e fotos: Seiva Trupe


THEATRO CIRCO BRAGA - AS CRIADAS de Jean Genet



AS CRIADAS”, de Jean Genet
co-produção Companhia de Teatro de Braga e Seiva Trupe
- Theatro Circo de Braga -

“Estou-me nas tintas. Quis fazer peças de teatro. Cristalizar uma emoção teatral e dramática. Se as minhas peças servirem os negros, não me importa. De resto, não acredito nisso. Acho que a acção, a luta directa contra o colonialismo faz mais pelos negros que uma peça de teatro. E também acho que o sindicato do pessoal doméstico faz mais pelas criadas que uma peça de teatro. Procurei fazer ouvir uma voz profunda que os negros e as demais criaturas não conseguiram fazer ouvir. Um crítico disse que “as criadas não falam assim”. Falam assim. Mas só comigo e à meia-noite. Se me disserem que os negros não falam assim, responderei que ouviremos mais ou menos aquilo se encostarmos o ouvido ao seu coração. Temos de saber ouvir o que não está formulado.” Jean Genet

FICHA ARTÍSTICA

autor | Jean Genet

tradução | Eduardo Tolentino

                   Rui Madeira

cenografia | Acácio de Carvalho

encenação | Rui Madeira

assistente de encenação | Eduarda Filipa

elenco | Sílvia Brito

               Solange Sá

               Mariana Reis

figurinos | Manuela Bronze

desenho de luz | Nilton Teixeira

fotografia | Eduarda Filipa

 (M/14)
Texto: Seiva Trupe





quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Encontro de um Transmontano com um siciliano

 

Estamos a poucas horas de saber quem vai ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América, 
mas eu não me vou meter nisso que não conheço e também porque respeita aos americanos.
Acontece que me despertou para recordar a minha passagem por lá, o meu olhar e as minhas impressões.

De Boston a Cape Code
Em Boston fui surpreendido por açorianos que, à porta das suas casas, fora do centro da cidade, nos cumprimentavam á passagem.

Quando mais tarde fui aos Açores estranhei a animosidade com que, em geral, se referiam á América.
Algo não batia certo. Reconheciam ter sido na América onde encontraram um futuro melhor para eles e para os filhos mas, por outro lado, mostravam um ressentimento e desagrado incompatíveis com as oportunidades que a América lhes proporcionou.
Ao percorrer a parte costeira oriental parei em Cape Code, em frente a uma praia deserta.
Contemplava  a paisagem quando vejo aproximar-se uma reluzente e interminável limousine preta.
Mal parou, um bando de coloridas "borboletas" irrompeu do seu interior, aguardou, até que surgiu um enorme vulto, todo de preto, com destaque para a gravata branca. Ficou completamente envolvido por elegantes modelos femininos, esculpidos a silicone.
Ao encarar connosco, mesmo ali á sua frente, desenvencilhou-se rapidamente de quantas se dependuravam no seu pescoço e gravitavam em seu redor, apontou-lhes o caminho da praia para onde esvoaçaram de imediato.
Caminhou na minha direção, mas com o olhar preso em quem estava ao meu lado, levantou as mãos á altura do peito abanando-as como quem toma o peso de melancias e exclamou com prazer: - Belíssima... Belíssima !!!
O brilho no olhar revelava que a beleza das formas não lhe era indiferente.
Finalmente voltou-se para mim e perguntou de onde eramos.
- Portugal, respondi.
- Io sono siciliano.
Estava-mos em presença de um respeitável padrinho da máfia siciliana, ali, em carne e osso.
Não lhe perguntei o que pensava da América e das oportunidades que ali encontrou por ser demasiado evidente o sucesso pessoal, o respeito e o cuidado que aquela terra dedica aos verdadeiros profissionais de alto risco.
Por cá não permitem sequer o desenvolvimento de certas atividades com segurança.
São dias e noites de trabalho, não remunerado, no planeamento das ações senão quando, em plena atividade, surge a chamada autoridade a provocar o confronto, antecipam-se mesmo a disparar e logo a matar.
Então, anunciam inquéritos, averiguações, mas, na prática, poucos são os agentes condenados, enquanto profissionais esforçados, ao ponto de porem em risco a própria vida, são metidos na cadeia.
Temos de confessar, em abono da verdade, o cuidado com que a justiça trata certos profissionais com atividade sazonal, mantendo-os em completa liberdade durante todo o período estival, procurando não prejudicar o propósito que anima os incendiários de ver todo o país a arder.
Entretanto, uns e outros, por cá como na América reivindicam há muito trabalhar com segurança, pagamento das horas extraordinárias e progressão nas carreiras.
A realidade é que os sicilianos na América progridem rapidamente, um simples traficante facilmente chega a gangster, com reflexos significativos nas condições remuneratórias.
Já os açorianos não vêm as suas profissões assim respeitadas e compensadas, daí, talvez, as razões de queixa....
Mas voltemos ao nosso ilustre anfitrião.
Após breve troca de impressões sobre Portugal, Lisboa, Porto que conhecia de passagem .....  despediu--se calorosamente a caminho da gigantesca viatura.....
As "borboletas", atentas aos movimentos do patrão, precipitaram-se rapidamente em sua direção, atropelavam-se antes de desaparecerem por detrás dos vidros negros da limousine.
A América foi e é uma caixa de pandora.
 


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

THEATRO CIRCO / BRAGA - As Criadas de Jean Genet



Brevemente em cena no palco do Theatro Circo...
Na importante obra de Jean Genet, com direcção de Rui Madeira, "As Criadas", discute-se a existência e a natureza do mal. A perversidade natural, essa força primitiva e irresistível que faz que estas criadas sejam ao mesmo tempo homicidas e suicidas, criminosas e carrascos - os limites do impossível quanto aos comportamentos humanos na solidão.Companhia - e que este tempo passe o mais rápido possível -





Outubro é sinónimo de mudança, rapidamente ficam para trás as cores vivas e cintilantes para darem lugar ao castanho e dourado das folhas caindo das árvores, as castanhas quentes,antecipando o Inverno...

Contudo, nem todas as mudanças são positivas. Este mês representa um marco de reflexão na história da

“AS CRIADAS”, de Jean Genet

co-produção Companhia de Teatro de Braga e Seiva Trupe

- Braga
Texto e fotos: Seiva Trupe