Werther é o protagonista da obra de Goethe com o mesmo nome.
Werther
via nas crianças o “gérmen
de todas as virtudes, descobria na sua pertinácia o que virá a ser constância e
força de caráter ….. que os vai fazer deslizar através dos escolhos da vida,
e tudo isto tão franco, tão puro !...”
Um
médico vindo da cidade encontrou Werther no chão com os pequenitos a treparem
para cima dele e a fazerem-lhe picardias, todos numa grande algazarra.
“O
doutor achou aquilo abaixo da dignidade de um homem sensato…. A quem queria
ouvi-lo, que as crianças eram já mal educadas, mas que esse Werther acabava
agora de as estragar completamente.”
O
amor de Werther pelas crianças levava-o a repetir sem cessar: “Não serdes vós
semelhantes a um deles.”
E
acrescentava: “Essas
crianças, nossos iguais, que deveríamos tomar por modelos, tratamo-los como
nossos vassalos !... Não devem ter vontades ! … Não temos nós as nossas ? Onde
estão os nossos privilégios ? Por sermos mais velhos e mais sisudos ? Deus do
céu !”
Há, de facto, mais vida para além da razão e do bom senso.
É aquele irresistível impulso criador, do amor e da paixão.
O filósofo Séneca considera “…A razão só é forte enquanto permanece afastada da paixão, se tingida pela paixão a razão torna-se incapaz de a conter…”
É amar a Deus e a firme convicção de que "Deus ajuda"


