16 de junho de 2026
CRONOLOGIA DO ROTEIRO FAMILIAR
8 de junho de 2026
JARDIM BOTÂNICO - PARA O ESTUDO AGRONÓMICO COLONIAL
Descrição disponível pelo JARDIM BOTÂNICO
«Situado num espaço de
quintas e casas de recreio da nobreza portuguesa dos séculos XVI a XVIII, foi
criado em 25 de Janeiro de 1906 por Decreto Régio, no contexto da organização
dos serviços agrícolas coloniais e do ensino agronómico colonial no então
Instituto de Agronomia e Veterinária, tendo-se denominado Jardim Colonial de
Lisboa»
Este Jardim Colonial, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, foi criado em 1906 data que coincide com o início da atividade produtiva da Central Tejo, a uma distância de 15 minutos a pé.
6 de junho de 2026
MAAT - MUSEU DE ARTE, ARQUITETURA E TECNOLOGIA
Situado junto ao Tejo, em Belém, numa zona histórica da cidade.
O MAAT ocupa uma área de 38 mil m2. É um edifício classificado
de interesse Público, um espaço de arte contemporânea, de descoberta, de
pensamento e de dialogo.
29 de maio de 2026
RESTELO - BAIRRO TRANQUILO, COM AMPLAS ZONAS VERDES, MONUMENTOS HISTÓRICOS E MUSEUS
Bairro tranquilo, com agradáveis áreas verdes, monumentos históricos e Museus
Dispõe de um Jardim Botânico Tropical de apoio ao ensino da agronomia tropical com uma área de sete campos de futebol e de um Estádio do Restelo que recebe espetáculos musicais, festivais e outros eventos.
O Planetário da Marinha, com um equipamento único no país, propicia uma experiência única, mais perto do céu.
O Centro Cultural de Belém, na Praça do Império é um grande complexo dinamizador de cultura e lazer.
Não faltam esplanadas com agradáveis vistas do Tejo. O lado de lá do rio conta também com belíssimas esplanadas, com preços módicos.
A travessia parte da Estação Fluvial de Belém e proporciona um agradável passeio de barco até à Trafaria.
No regresso convém estar atento aos horários.
23 de maio de 2026
CENTRAL TEJO - SIMBOLO DE MODERNIDADE
Fui admitido em Lisboa na Empresa Termelétrica Portuguesa, a meio da década de 1960, com mais dois companheiros para trabalharmos no Porto no apoio administrativo da Central da Tapada do Outeiro.
Esta central, localizada na vila de Medas, Gondomar, contribuiu significativamente para o desenvolvimento da região. Durante décadas, queimou carvão, mais tarde carvão e fuelóleo, até ser desativada em 1994.
Ao lado, foi implantada uma nova central que opera a gás natural. Decorridos três anos de permanência no Porto, fomos transferidos para Lisboa para apoio à Central do Carregado, posteriormente à Central de Sines. A EDP distingue-se das maiores empresas nacionais pela sua relevância criativa, cultural, científica e social.
Noutros tempos, em que os seus administradores não tinham remunerações milionárias nem prémios também milionários, a EDP levou eletricidade às aldeias mais isoladas e pobres, sem a mira do lucro. Foi generosa com os seus trabalhadores e prestigiada em toda a Europa.
Era então presidente do conselho de administração o engenheiro Fernando Ivo Gonçalves. Além do elevado sentido humano, foi largamente premiado na sua vida académica; recebeu as mais altas condecorações do governo português, da República Federal Alemã, da França e do rei Leopoldo II da Bélgica.
Outros tempos…
10 de abril de 2026
NO DIA EM QUE O REI FAZ ANOS
Tiro o meu chapéu a um vencedor.
Descubram com um simples clique de quem se trata.
Aproveito para prestar homenagem
a dois grandes embaixadores: José Mário Branco e José Cid.
Recordo, com saudade, um grande humorista,
ator e apresentador de televisão Raul Solnado e faço meu um seu pedido: «Façam
o favor de ser felizes».
26 de agosto de 2025
AO POVO DA MINHA TERRA, EMIGRANTES E MIGRANTES
TIRO O MEU CHAPÉU AOS EMPRESÁRIOS, HOMENS DE NEGÓCIOS, EMIGRANTES E MIGRANTES
Não podem ser esquecidos!
Começo pelos que assumiram cargos para que foram eleitos.
-
Presidentes da Direção e da Assembleia Geral da Casa do Povo:
- Guilhermino Mesquita e Albano Barbosa, respetivamente.
Ao convidarem o médico que ali fixou residência para a assinatura de um Contrato de Prestação de Serviços Médicos, anexo cópia, asseguraram, a partir de 1 de junho de 1938, condições de saúde que o SNS não abrange.
Basta
referir: Nº.2-A visita nos seus domicílios de todos os sócios…que estejam
impossibilitados de vir ao consultório.
Nº.3-Atender
em qualquer dia e a qualquer hora os sócios…que urgentemente necessitem dos
seus serviços clínicos.
Este
contrato era extensivo a Pinhal do Douro mediante o pagamento de 1 escudo por
Km.
Para além dos compromissos do contrato o médico também prestava os mesmo serviços em Vilarinho e populações vizinhas, numa vasta área que cobria Coleja, Lousa, Valtorno, Mourão e Fonte Longa.
Os
que emigraram ainda hoje demostram que nunca se esqueceram da terra. Limito-me
a recordar Carlos Pinto Cordeiro.
Muito
jovem foi para o Porto carregar com sacos dos armazenistas da Rua Mouzinho da
Silveira, onde mais tarde se afirmou um das mais importantes da zona.
O Armazém tinha uma placa em ferro forjado acima das portas e outra no chão em toda a extensão da frente do armazém com o seu nome: CARLOS PINTO CORDEIRO. [Sempre o encontrei ali vestido com uma bata e de vassoura em punho, mais parecendo um empregado].
Foi quem financiou a criação da Banda Musical que muito contribuiu para animar a vida de um povo que procurava sobreviver.
Nos
dias de festa a Banda percorria as ruas da aldeia, com paragem nos largos, como
o do Pelourinho e casas mais importantes da vila.
Nas
Festas havia dois coretos, alinhados a seguir à Casa dos Milagres, onde
recolhia o andor da Nossa Senhora da Assunção.
Normalmente duas bandas tocavam ao desafio em disputa do prémio… «O Ramo», como era designado.
Também atuavam nas populações vizinhas.
Os ensaios na Rua da Cadeia animavam as noites sem vida da aldeia e eram muito concorridos.
O médico adorava música, era dos mais assíduos nos ensaios e concertos, com frequência acompanhado dos filhos de tenra idade. Na sua sala de visitas tinha uma grafonola da sua altura com Álbuns de obras completas de Wagner, Beethoven, e muitos outros clássicos. Nas suas idas ao Porto convenceu o primo Carlos a custear a criação duma Banda. Creio que ainda atua.
Recordo
Manuel António Veiga. Emigrou muito novo para os EUA onde casou com uma natural
de Vilarinho. Regressou á sua terra natal e daí migrou para Vilarinho.
Construiu casa, comprou terrenos agrícolas, estabeleceu-se como armazenista de sal que vendia a consumidores e comerciantes. Teve um papel interventivo na vida parada da aldeia o lhe granjeou notoriedade. Foi convidado pelas autoridades locais para assumir a exploração da Estação Postal de Vilarinho da Castanheira.
Limito-me a referir os que conheci melhor.
É
o caso do Engº. Macedo dos Santos, Diretor Geral dos Serviços de Urbanização.
Estendeu a estrada de Vilarinho aos Lagares do Douro, onde tinha lagares de azeite. A partir da Capela de S. Bartolomeu o caminho é sinuoso e extremamente inclinado. A estrada facilitou o acesso ao rio Douro e á Estação dos Caminhos de Ferro, onde uma barcaça fazia o transporte para a Estação.
Alquitarras - Alambique - Proprietários e exploradores: Aguiar Tavares
numa dependência da sua casa e
Dr. Arnaldo Fonseca, na Rua de Trás.
Lagares de Azeite: Aníbal Sá ao Cano, Assis, na Rua de Trás e Alfredo Costa (Filho) no fundo da aldeia.
na Quinta do Louvazim de Manuel Pizarro.
nos Lagares do Engº. Macedo dos Santos.
Pensões: No Cano de Aníbal Sá.
Na Feira de Sra. Olinda e Sr. Cassiano.
Na Sra. do Rosário do Sr. Manuel Guarda.
**********************
Estou a escrever estas linhas e a ouvir a Presidente do Conselho de Sabrosa
classificar de terrorismo os incêndios que de ano para ano cada vez é maior a
área ardida. Este ano já reduziu a pó o equivalente a 40 campos de futebol. É
assim em todo o território e o que ouvimos também é reclamar mais meios para o
combate, puro negócio para muitos, provável incentivo aos incendiários.
Desta forma interrogo-me qual é o papel das principais figuras do Estado português.
Perante um povo condenado ao inferno dos incêndios, assistimos impotentes á
forma assustadora como é tolerado o caminho aberto para o terror. Criminalizado
com “punhos de renda”!
Somos um povo passivo. Conformamo-nos com a desgraça e só reagimos quando a mesma nos bate à porta. A sociedade civil não usa o direito á indignação.
Lembro os meus poetas de Abril. José Afonso: «Grândola Vila Morena» e Ari
dos Santo: «As Portas Que Abril Abriu».
Cito Ari dos Santos «…que aos Capitães progressistas/o povo deu o poder!/E se esse poder um dia/o quiser roubar alguém/não fica na burguesia/volta á barriga da mãe!/volta á barriga da terra/que em boa hora o pariu/agora ninguém mais cerra/as portas que abril abriu».
Ari não contou com a irresponsabilidade das mais altas figuras do Estado
que permeia os terroristas com a impunidade.
Para uma melhor compensam cito também Romain Rollad (1866/1944) na introdução do seu livro Clerambault:
«Quem quer ser útil aos outros tem de principiar por ser livre… Almas
livres, carateres íntegros, eis o que mais falta no mundo de hoje».
16 de agosto de 2025
TIRO O MEU CHAPÉU AOS ARTESÃOS E AGRICULTORES DA MINHA TERRA
Tocam os sinos na torre da igreja
Há rosmaninho e alecrim pelo chão
Na nossa aldeia, que Deus a proteja!
Vai passando a procissão
Não podem cair no esquecimento os agricultores que arrancavam dos solos pobres das suas propriedades toda a riqueza possível.
Principalmente os mais humildes que por não terem um palmo de terra sobreviviam, mal pagos, e com redobrados sacrifícios, em jeiras de «sol-a-sol”.
As más condições de vida, os aumentos da população que em meados do século passado registava taxas de natalidade muito superiores á mortalidade, deram lugar a uma emigração em massa principalmente a norte do país.
Chamo aqui a atenção para O 25 de Abril de 1974, que pôs termo á ditadura de Salazar e abriu caminho para as liberdades individuais. Marcou um ponto de viragem histórico da maior importância para o nosso povo.
Surgiram novos Partidos Políticos e sindicatos a defender os interesses dos trabalhadores ao ponto de, nos centros urbanos, paralisarem os transportes, impedindo os que não participam na greve de ganhar o dia.
Creio que o atual governo vai por termo a esta situação, imposta pela Central Sindical afeta ao PCP, que viola o direito ao trabalho.
Os agricultores nunca tiveram quem os defendesse com este poder e foram sempre “deixados para trás” por todos os governos.
Mas vamos aos nossos artesões.
São verdadeiros artistas e mestres. Criar com as próprias mãos é um dos modos de vida mais bonitos para o ser humano.
Graças o um patrício e amigo de sempre consegui a melhor informação para que a grande maioria dos artesãos não fosse esquecido.
Começo por um vizinho e um bom amigo:
Sapateiros - António “Ferrugem” – Meu vizinho no Largo do Rosário e o António; o Luís e o Alfredo instalados, o primeiro perto da Sra. do Rosário, o segundo num lado do Largo da Feira (1)
Serralheiros e forjas - O Velho ( com dignidade) Ginjeira e Francisco António Leão (2)
Albardeiros - José Maria "da Caseira" (3).
Capadores e Ferradores - "Velho" Ginjeira e o Aníbal, casado com a Magna.
Talhos e Açougues – Quirino, mais tarde o filho João, Largo da Rua da Cadeia r/c e na Feira.
Latoeiros - Fernando, do Largo de Stº. António; Batista, no Pelourinho e um outro perto da oficina do Artur alfaiate.
Soqueiros – Os Boavidas, O António e o Abilio.
Moleiro do Moinho da Ribeira das Tábuas – Aleixo e Luís Catorze
Forneiras – Adelaide, Lídia Batista, Olinda da Feira, Angelina Paulina Monteiro por trás da casa da D. Homera Moutinho quando se ia para a fonte da Urraca.
Cesteiros – Afonso e Sebastião, família dos Monteiros.
Costureira - Gravelina - no caminho para a fonte da Urraca
Tecedeira – Olívia e irmã de Luís Costa.
Alfaiates - Abílio e Artur da Rua da Cadeia;
Carpinteiros - Chamberlain, outro bom amigo, também na Rua da Cadeia e o Vieira.
Barbeiros - Belarmino, Aníbal, também na Rua da Cadeia e João Grande, Areal
Forno de Telha: No Coito e imediações da Pala da Moura onde se fabricava telha .
Estes artesãos nunca beneficiaram dos privilégios dos “citadinos”, como Cursos de design contemporâneo, novas formas de produção e workshops, a que correspondem outras fontes de rendimento.
Não resisto a deixar aqui uma nota pessoal. O amigo de sempre que atrás refiro vive na Maia. Estava eu no Porto, de visita aos meus pais, telefonei-lhe e ele convidou-me para dormir em sua casa e assim partirmos cedo para Vilarinho, onde eu não ia há mais de 10 anos. [Confesso ter sido a única viagem na minha vida em que não me foi permitido gastar um centavo].
Decorreram perto de 20 anos, mas nunca consegui esquecer uma visita que fizemos ao Museu. Fiquei perplexo.
Como é possível não ver ali representado um único artesão de Vilarinho, quando deviam estar todos ?
Gostava que alguém me desse uma razão. A não acontecer sou levado a acreditar terem sido burocratas, “mangas d’alpaca”, ignorantes e distantes de Vilarinho.
Não termino, como é meu hábito, com uma nota positiva, o que pode reverter se bater na consciência de alguém com dignidade e poderes para tal.
(1)- Oriundos da freguesia das Seixas, Vila Nova de Foz Côa aqui fixaram abriram oficina de sapataria. Ambos ensinaram a profissão a jovens aprendizes que os procuravam. Eram oriundos da freguesia e das limítrofes - Valtorno, Castedo, Cabeça Boa, Seixas .... Tal oficina seria hoje equivalente a uma Escola Técnico Profissional de Técnicos da Sapataria. Em Vilarinho desses aprendizes, ali aprovados e com capacidades demonstradas dois deles abriram oficina própria na aldeia - O António "Ferrugem" na Sra. do Rosário numa dependência da casa da Mãe e o António conhecido pelo filho da Tecedeira e irmã dos Costas outra oficina nos baixos da sua residência no caminho para a fonte do Cano.
(2)- Trabalhavam o ferro executando enxadas, picos ,ferraduras, canelos, pistolos, cinzéis, guilhos … antes emigrado nos Estados Unidos, regressado, instalou-se em casa própria perto do lugar da Feira e além do exercício da profissão, foi inventor de um tipo de nora para tirar água dos poços movida por animal.
(3)- Grande Amigo e mau só para ele e o irmão. Um que veio de fora, com origem cigana e aqui acabou por ser aceite e perfeitamente integrado. O irmão do José Maria acabaria por ir viver para Freixo de Numão onde casou e continuou a exercer a profissão até emigrar.
(4) Possuía atelier próprio para a confeção de roupa do sexo feminino e arranjos. Hoje em dia seria uma Técnica Profissional de Alta Costura.
Povo que lavras no rio,
Que talhas com teu machado
As tábuas do teu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida não!
Pedro Homem de Melo
Meu professor de português
***********************
Notas:
Voltarei
a este tema porque muito ficou por dizer.
Também
não podem ficar esquecidos os empresários, os homens de negócios, os que
migraram e emigraram, os criativos e os que ousam destacar-se, almas livres,
carateres íntegros que pensam nos outros.
****************
Escrevo
para memória futura. Não tenho pretensões literárias. LC.
6 de agosto de 2025
NUNCA SERIAMOS O QUE SOMOS SE NÃO TIVESSEMOS UM PASSADO---
Em maio de 2020 prestei aqui
Homenagem a Belarmino Augusto Cordeiro, até hoje, durante mais de 30 anos, o
único médico residente em de Vilarinho da Castanheiro.
Quando os Ventos do Nordeste
Transmontano o empurraram para a cidade, nada ficou como dantes naquela terra.
[Um apagão de alguns anos no
computador abrangeu esta publicação de 2016 o que me levou a tornar a publicar
em 2020].
https://pugadassis.blogspot.com/2020/05/medico-residente-em-vilarinho.html#comment-form
Recebi de Rui Alves em
28/05/2016 [Um desconhecido] o comentário: «Nunca seriamos o que somos se não
tivéssemos um passado e o seu foi enriquecedor».
Vilarinho da Castanheira,
situado no Nordeste Transmontano, a uma altitude média de 576 metros é a terra
onde nasci em Dezembro de 1938.
Conhecida por "terra
fria" pelo rigor do frio causado pelos nevões que deixavam as casas quase
soterradas pela neve. Como os tetos das cozinhas não tinham proteção a neve
infiltrava-se por entre as telhas e molhava o chão geralmente em pedra.
Com os caminhos cobertos de
neve, na ida e no regresso das aulas, enterrava-mos as pernas por completo na
neve.
Na escola não havia
aquecimento, as mãos gelavam com tanto frio.
No recreio, para aquecer,
lutávamos e brincávamos com a neve, quer a fazer bolas gigantes, quer a atirar
com bolas uns aos outros, Assim, ficava-mos com as mãos a "ferver".
Quando chovia em cima da
neve o solo congelava, o codo deixava os caminhos intransitáveis. Nas
inclinações não conseguíamos manter-nos de pé e os animais caíam e deslizavam a
toda a velocidade só parando com grande alarido quando esbarravam contra uma
parede.
A povoação ficava
prisioneira do gelo e da neve, com as casas quase soterradas e os caminhos com
os solos congelados.
Por outro lado este clima
favorecia o fumeiro das carnes de porco: presunto, alheiras, salpicões, paios,
linguiças e outros enchidos,assim preparado para o consumo. Graças ao frio
extremo, o fumeiro ficava com um aroma e paladar inigualável.
Também é inesquecível a
beleza do manto branco da paisagem, o brilho do gelo pendente dos beirais dos
telhados da água que congelava no ar antes de cair no chão, semelhantes a
estalactites, com o brilho do puro cristal.
A juntar a tudo isto,
observar o voo das aves de grande porte, gavião, águia e bufo real, que
deixaram de ser vistas há longos anos; encarar de frente, olhos nos olhos, um
lobo esfomeado; os pastores enfrentam-nos, sabiam que o lobo é um animal
cobarde foge quando acossado pelos cães de guarda ao rebanho e só ataca o gado.
O homem sim, é o lobo do próprio homem.
Tudo quanto precede
fortalece a alma do transmontano, são dádivas do céu para toda a vida.
**************************
Nota: Vou retomar este tema muito em breve. L.C.
19 de julho de 2025
A BARBÁRIE À SOLTA
Resultado das práticas dos senhores da guerra
N.R.
é, quanto a mim, um analista que procura a verdade objetiva dos factos.
Revela-nos
um Trump com um poder reforçado com as suas alianças negativas, geradoras do
caos.
Voltou-se
para terroristas Putin e Netanyahu, a barbárie à solta
Políticos e humanistas
abordaram este tema procurando conciliar pontos de vista divergentes.
Foi o caso de Bento
Jesus Caraça, destacado membro do PCP.
Dedicou grande parte da
sua vida ao estudo aprofundado de Romain Rolland, um pensador em busca de uma “unidade humana”.
R. Roland tinha a visão do missionário que
procura a fraternidade universal: «procurar o humano - sob todas as diversidades da casta, ir direito ao
coração»…«Sob a diversidade do trajo, a fraternidade do sangue».
A frase de R. R. retirada do seu romance Alma Encantada: “Procurai a mais bela harmonia, essa que é o
mel negro das dissonâncias» suscitou o empenho dos intelectuais e políticos do
pós-guerra.
Álvaro Cunhal na
homenagem fúnebre de Jesus Caraça recordou: “J. Caraça tinha na sua
secretária uma fotografia de R. Rolland de quem se tornou amigo. Aconselhava os
jovens a ler deste autor JEAN CHRISTOPHE”. [saliento que Cunhal era agnóstico e R. Rolland católico].
Tratava-se de conciliar
ideologias opostas. Segundo R. Rollad, entre, “O poder fascinador das
abstrações mortíferas, a mentira das ditaduras” em oposissão à sua “…consciência
católica… em que as opiniões divergentes, em vez de se oporem se harmonizam”.
Schopenhauer também
aborda este tema no seu livro COMO
GANHAR UMA DISCUÇÃO sem precisar de ter razão.
É um pequeno livro, ronda as 100 páginas e
vale a pena ler. Demonstra como o manipulador, movido por interesses pessoais,
usa os truques da dialética, despreza a verdade objetiva dos factos e gera as
Alianças Negativas que nunca obtêm resultados positivos.
28 de junho de 2025
SERÁ QUE VAMOS ASSISTIR AO DESMANTELAMENTO DA EU!?
Em 17/07/2024 publiquei: https://pugadassis.blogspot.com/2024/07/o-resultados-das-aliancas-negativas-as.html
Reproduzo
as primeiras linhas:
«AS
FORÇAS DOMINADORAS QUE DESTR0EM TUDO O QUE NOS RODEIA
Os países com democracias decentes consideram,
finalmente, estar perante uma realidade que subverte a ética, a democracia e
torna este mundo ingovernável, cada dia mais perigoso.
Perante a urgência em refundir a democracia, tudo acaba sempre: “sine qua
non”. Os discursos inflamados deixam tudo ainda pior.
As principais organizações internacionais como a NATO,
ONU e EU, com regras caducas, há muito que também precisam de se restruturar,
começando por atirar “borda-fora” o voto por unanimidade e fazer o mesmo quanto
ao direito de veto no caso da ONU».
Decorrido
um ano é agora urgente denunciar os agentes de Putin infiltrados na EU com o objetivo
de a dividir, enfraquecer e desmantelar, à boleia da unanimidade.
É
bom ter presente que um dos objetivos da EU foi assegurar uma paz duradoura e
evitar uma 3ª. Guerra Mundial .
Um
tosco provinciano, sem formação académica, reconhece que o “noivado” de Putin
com Donald Trump deu lugar ao divórcio dos EUA com o aliado mais antigo, a
Europa.
Teve o mérito de despertar os líderes Europeus que hibernaram ao abrigo do guarda chuva duma América, sempre pronta a socorrer a anemia dos lideres europeus. Foi assim nas 1ª. e 2ª. Guerras Mundiais e na fúria expansionista é sanguinária dos Sérvios. Amedrontados, rastejaram subservientes para a Casa Branca de mão estendida, Bateram numa parede,
Foram ao encontro de quem despreza a importância da honra, da lealdade e da dignidade.
Trump e Putin estão empenhados em desmantelar a UE e em a ir mais longe associados a Xi Jinping -governar o mundo.
Das duas uma, ou os líderes da EU assumem esta realidade terminando com a unanimidade, pondo termo às ações subversivas de Viktor Orban, Primeiro Ministro da Hungria, Robert Fico Primeiro Ministro da Eslováquia e outros infiltrados, ou estes senhores desmantelam a EU.
18 de março de 2025
A BARBÁRIE SAGUINÁRIA QUE INVADE O MUNDO
Vivemos o esplendor de uma hipocrisia mortífera
Escrevo no preciso momento do telefonema de Trump para Putin com vista à assinatura do Acordo para o cessar-fogo.
Seria melhor dizer que
discutem a partilha das riquezas do solo da Ucrânia.
O desprezo de Putim pelas vidas de uma geração de jovens Ucranianos, Russos e da Coreia de Kim Jon-il, carne para canhão de uma guerra fratricida; pelo terror do genocidio de um povo; pela desruição de todo o seu parimónio, está na origem da barbárie sanguinária que invade o mundo.
Vamos deixar que o Americano mais poderoso do mundo divida, ao telefone, as ossadas de vítima dilacerada pelo Russo o nazi mais perigoso do mundo?
Enquanto
aguardamos, vamos procurar esquecer que resvalamos para uma terceira guerra
mundial e espreitar o quotidiano virulento do dia-a-dia caseiro, dominado pela cegueira
dos interesses pessoais e partidários, com desprezo absoluto do interesse
Nacional.
********
«Duas “baratas”
tontas, a andar para trás e para a frente, moribundas, batem uma contra a outra
às Guerras do Alecrim e da Manjerona.
A Grande Batalha teve lugar na Assembleia da Republica no dia 11 de março de 2025. Durou todo o dia. Estes protagonistas têm nome. 1º. – Nuno Santos, o “malabarista”, sempre à espreita de eleições favoráveis - resistiu vitorioso. 2º. Luís Montenegro, o “galo encristado” , quem lhe terá soprado ao ego?- caiu vencido».
Vamos falar claro.
Não podemos escamotear o mérito do Governo
de Luís Montenegro que produziu num ano melhores resultados que António Costa
em 8 anos de governação.
Basta o facto de no
último mandato de António Costa, com maioria absoluta registar mês a mês a
demissão de ministros por alegados atos ilícitos, de todo incompatíveis com as
funções governativas.
Se isto não bastasse
para ilustrar a «ética republicana socialista», também António Costa pediu a
demissão.
Um seu amigo de
confiança e seu secretário, arguido por ter na sua secretária pen com
informação secreta do Estado e 75 mil € em notas.
Ao contrário destes
profissionais da política Montenegro é, em meu entender, uma pessoa séria, mas
perdeu a confiança, virtude que leva tempo a consolidar, mas que se perde num
mau momento.
Acresce que os
resultados positivos do governo de Montenegro foram obra do governo a não é
isso que está em causa, mas sim a pessoa de Luís Montenegro.
Não lidou bem com a
clarificação dos cenários financeiros da SPNINUMVILA, denunciados pelo
Expresso de 7/3/25, bem como de outros casos por demais badalados.
Trata-se de situações
incompatíveis com a ética inerente ás funções de um Primeiro Ministro.
Arrastou consigo os
seus ministros, a Aliança Democrática, mais grave ainda o Estado, prejudicando
tudo e todos.
O seu Partido, em lugar
de procurar nos seus quadros uma solução vencedora, proclamou total apoio a
Montenegro, candidato a 1º. Ministro.
É de lastimar a falta
de estratégia destes «Velhos do Restelo».
Responda Montenegro a
todas as perguntas, virá sempre uma nova pergunta na medida em que não pretendem
ser esclarecidos, o objetivo é grelhar Montenegro na brasa, indefinidamente,
mesmo que ganhe as eleições com maioria absoluta.
Estão assim criadas
condições favoráveis à atuação de milhares de “sanguessugas” que secam os
cofres do Estado.
******
Regressemos ao
resultado do histórico telefonema, interpretado por uma floresta vibrante de
comentadores, rádios, televisões, redes sociais, etc,etc.…
Sou levado a acreditar que
um tosco provinciano possa estar enganado, mas o que observo com repulsa são abutres a
devorar as ossadas duma vítima.










