Vivemos o esplendor de uma hipocrisia mortífera
Escrevo no preciso momento do telefonema de Trump para Putin com vista à assinatura do Acordo para o cessar-fogo.
Seria melhor dizer que
discutem a partilha das riquezas do solo da Ucrânia.
O desprezo de Putim pelas vidas de uma geração de jovens Ucranianos, Russos e da Coreia de Kim Jon-il, carne para canhão de uma guerra fratricida; pelo terror do genocidio de um povo; pela desruição de todo o seu parimónio, está na origem da barbárie sanguinária que invade o mundo.
Vamos deixar que o Americano mais poderoso do mundo divida, ao telefone, as ossadas de vítima dilacerada pelo Russo o nazi mais perigoso do mundo.
Enquanto
aguardamos, vamos procurar esquecer que resvalamos para uma terceira guerra
mundial e espreitar o quotidiano virulento do dia-a-dia caseiro, dominado pela cegueira
dos interesses pessoais e partidários, com desprezo absoluto do interesse
Nacional.
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«Duas “baratas”
tontas, a andar para trás e para a frente, moribundas, batem uma contra a outra
às Guerras do Alecrim e da Manjerona.
A Grande Batalha teve lugar na Assembleia da Republica no dia 11 de março de 2025. Durou todo o dia. Estes protagonistas têm nome. 1º. – Nuno Santos, o “malabarista”, sempre à espreita de eleições favoráveis - resistiu vitorioso. 2º. Luís Montenegro, o “galo encristado” , quem lhe terá soprado ao ego?- caiu vencido».
Vamos falar claro.
Não podemos escamotear o mérito do Governo
de Luís Montenegro que produziu num ano melhores resultados que António Costa
em 8 anos de governação.
Basta o facto de no
último mandato de António Costa, com maioria absoluta registar mês a mês a
demissão de ministros por alegados atos ilícitos, de todo incompatíveis com as
funções governativas.
Se isto não bastasse
para ilustrar a «ética republicana socialista», também António Costa pediu a
demissão.
Um seu amigo de
confiança e seu secretário, arguido por ter na sua secretária pen com
informação secreta do Estado e 75 mil € em notas.
Ao contrário destes
profissionais da política Montenegro é, em meu entender, uma pessoa séria, mas
perdeu a confiança, virtude que leva tempo a consolidar, mas que se perde num
mau momento.
Acresce que os
resultados positivos do governo de Montenegro foram obra do governo a não é
isso que está em causa, mas sim a pessoa de Luís Montenegro.
Não lidou bem com a
clarificação dos cenários financeiros da SPNINUMVILA, denunciados pelo
Expresso de 7/3/25, bem como de outros casos por demais badalados.
Trata-se de situações
incompatíveis com a ética inerente ás funções de um Primeiro Ministro.
Arrastou consigo os
seus ministros, a Aliança Democrática, mais grave ainda o Estado, prejudicando
tudo e todos.
O seu Partido, em lugar
de procurar nos seus quadros uma solução vencedora, proclamou total apoio a
Montenegro, candidato a 1º. Ministro.
É de lastimar a falta
de estratégia destes «Velhos do Restelo».
Responda Montenegro a
todas as perguntas, virá sempre uma nova pergunta na medida em que não pretendem
ser esclarecidos, o objetivo é grelhar Montenegro na brasa, indefinidamente,
mesmo que ganhe as eleições com maioria absoluta.
Estão assim criadas
condições favoráveis à atuação de milhares de “sanguessugas” que secam os
cofres do Estado.
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Regressemos ao
resultado do histórico telefonema, interpretado por uma floresta vibrante de
comentadores, rádios, televisões, redes sociais, etc,etc.…
Sou levado a acreditar que
um tosco provinciano possa estar enganado, mas o que observo com repulsa são abutres a
devorar as ossadas duma vítima.